
A queima dos rolos de papiros na famosa Biblioteca de Alexandria levou aos céus a fumaça da intolerância religiosa, negando à humanidade o direito à informação. Da Antiguidade para os tempos modernos, muito se avançou na forma de disponibilizar a informação e a mais conhecida por nós é a imprensa, que gerou o livro. Nossa era pode ser considerada privilegiada porque podemos presenciar a transformação e a evolução da informação.
Nossos pais e avós acessaram a informação por meio dos livros e hoje manuseiam, com pouca agilidade, as novas ferramentas tecnológicas. A geração dos nossos filhos, carinhosamente chamada de “geração digital”, vivencia opostamente a nossa era: primeiro as novas tecnologias, depois os livros. Quando pequeninos, já manuseiam os recursos para colorir desenhos no computador, e se divertem com os joguinhos, também no computador.
Experimentamos um momento de transformação diferenciado – ao nos deslumbrarmos com o encantamento da televisão, deixamos um pouco o rádio, sem descartá-lo do nosso cotidiano: não levamos o televisor para os estádios de futebol. Assim, a inclusão dos novos suportes de informação nos surpreendem e encantam as nossas crianças e nossos jovens mas, não descartamos os livros. Acompanhar esse processo evolutivo é responsabilidade dos gestores de unidades de educação e de informação. As tecnologias devem ser apresentadas com responsabilidade e deve-se enfatizar a sua aplicação para o lazer e, em nosso caso, gestores de informação, para a educação cidadã, para o real aproveitamento da informação que gera o conhecimento. Contudo, não podemos ser intolerantes com a informação impressa nos livros. Eles estarão presentes em nossos momentos de lazer e em nossa educação por muito tempo.
Os profissionais da informação, os docentes e os técnicos em tecnologia da informação terão acesso a Bibliotecas híbridas – a impressa e a digital – em um mesmo espaço físico, e isso refletirá diretamente na forma de ensinar e aprender. Mais e mais estaremos conectados, ligados, plugados e, para isso, as ferramentas de acesso à informação deverão ser disponibilizadas para que os nossos discentes possam acompanhar a evolução do acesso à informação que gera o conhecimento. Quando a Biblioteca da UFLA participa de um Projeto Piloto de empréstimo de computadores portáteis, os netbooks, cumpre o seu papel de difusora da informação. A Biblioteca acompanha as inovações tecnológicas e os avanços na forma de ensinar e educar, flexibilizando e democratizando o acesso à informação e se posicionando como uma verdadeira Biblioteca Universitária, oferecendo a base para o crescimento profissional.
Vânia Natal de Oliveira – UFLA/PRPG/DBU-BU Out. 2011

